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Wendel@shibasakis.com

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Especialidades da pecuária de corte


    É comum buscar um médico especialista em coração (cardiologista) quando se quer saber sobre a saúde cárdio-vascular, ou buscar a orientação de um pneumologista se a queixa é de algo relacionado com os pulmões. Fazemos isso por entender que o especialista em determinado assunto é quem melhor se prepara para fazer sua função com excelência.
   Da mesma forma que acontece em diversos ramos de atividade humana, na pecuária também temos especialidades na atividade. Cada uma fase da pecuária de corte tem suas demandas para que o produto final seja considerado ideal.

- Cria: compreende o período de cobertura até a desmama; compõe-se do rebanho de fêmeas em reprodução, podendo estar incluída a recria de fêmeas para reposição, para crescimento do rebanho e para venda. Todos os machos são vendidos imediatamente após a desmama, em geral com seis a nove meses de idade. Além dos machos desmamados, são comercializados bezerras desmamadas, novilhas, vacas e touros. Em geral, as bezerras desmamadas e as novilhas jovens (um a dois anos) são vendidas para reprodução, enquanto as novilhas de dois a tres anos, as vacas e os touros descartados se destinam ao abate.

- Recria e engorda – essa atividade tem início com o bezerro desmamado e termina com o boi gordo. Entretanto, em função da oferta de garrotes de melhor qualidade, também pode começar com esse tipo de animal, o que, associado a uma boa alimentação, reduz o período de recria/engorda. O mesmo ocorre com bezerros desmamados de alta qualidade. Embora essa atividade tenha predominância de machos, verifica-se também a utilização de fêmeas.

 - Engorda (terminação) – nas décadas passadas foi exercida pelos chamados “invernistas”. Estes se localizavam em regiões de boas pastagens e aproveitavam a grande oferta de boi magro (24 a 36 meses de idade) da época. Atualmente, encontra-se bastante restrita como atividade isolada, sendo desenvolvida por um número reduzido de pecuaristas que também fazem a terminação de fêmeas. Essa mudança de cenário deve-se à expansão das áreas de pastagens cultivadas em regiões onde tradicionalmente não existiam e, por consequência, à redução da oferta de boi magro.
 
     - Cria, recria e engorda – considerada como atividade de ciclo completo, porém os machos são vendidos como bois gordos para abate, com idade de 15 a 42 meses, dependendo do sistema de produção em uso.

A atividade de ciclo completo , na analogia feita com a medicina, assemelha-se ao clinico geral. O produtor deverá estar atento às mais diversas necessidades dos animais e dividi-los em muitos lotes diferentes. Isso pode gerar a necessidade de grandes extensões territoriais e muito recurso financeiro a ser investido a longo prazo.

    As Fazendas Reunidas Shibasaki (Sudoeste da Bahia) investe na fase de cria com controle absoluto do manejo sanitário das matrizes e dos bezerros, além de introduzir toda a tecnologia de inseminação artificial utilizando touros com características que garantem o melhor desempenho dos bezerros desmamados. Isso significa que após a compra, nossos bezerros terão um rendimento maior convertendo em maior lucro para os nossos clientes.  

Portanto, se você considerar que sua especialidade é ou será de recria ou terminação, fique tranquilo em saber que nós somos especializados na fase de cria e produzimos os melhores bezerros pensando no melhor rendimento para você.

Reserve seu lote com antecedência: wendel@shibasakis.com

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Qualidade visando animais comerciais de alto desempenho na recria

     

     Muita qualidade? Esses são filhos do Touro Desafio da Boticão, o dono do sêmen que inseminamos todas as vacas nesta estação. 



Sudoeste da Bahia com Pecuária de qualidade  visando animais comerciais de alto rendimento. 

www.shibasakis.com


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo)

Certeza de compra dos melhores bezerros para sua produção.




Vantagens na utilização de IATF nos rebanhos
A técnica de IATF proporciona inseminação das fêmeas bovinas sem a necessidade de observação de cios. Além disso, induz ciclicidade nas fêmeas em anestro (ausência de cio), melhorando a eficiência reprodutiva


Protocolo de IATF Intervet Schering-Plough


São muitos os benefícios proporcionados pela implantação de um programa de Inseminação Artificial em Tempo Fixo – IATF (diminuição do intervalo entre partos, melhoramento genético, ganho de eficiência reprodutiva, nascimentos concentrados, homogeneidade de bezerros), que apesar de ser uma tecnologia relativamente nova, tem sido cada vez mais adotada nos rebanhos bovinos em todo o Brasil.

Apesar da Inseminação Artificial em Tempo Fixo – IATF ser uma tecnologia empregada em larga escala no Brasil há pouco tempo, a mesma já se tornou uma das principais ferramentas no melhoramento genético de rebanhos bovinos e na melhora da eficiência reprodutiva de vacas em fazendas de corte. No ano passado a técnica cresceu 53,7% em comparação com o ano de 2009.

Quando a IATF é utilizada adequadamente, aproximadamente 50% das fêmeas sincronizadas emprenham desta inseminação artificial. Aquelas que não conceberem nesse primeiro serviço podem ser novamente sincronizadas ou colocadas com touros para repasse.

Essa tecnologia caracteriza-se pela sincronização do cio e da ovulação em vacas, eliminando a necessidade de detecção de cio e possibilitando a inseminação artificial de uma grande quantidade de animais em apenas algumas horas. Com essa inseminação, aproximadamente 50% dos animais tornam-se gestantes. O restante dos animais que não se tornaram gestantes é colocado com o touro para monta natural pelo resto da estação reprodutiva ou são submetidos à observação de cio para que sejam reinseminados. “Uma série de avaliações mostrou que, ao final da estação de monta, animais que são tratados para IATF apresentam uma antecipação do momento médio em que as gestações ocorrem e um incremento da taxa de prenhez geral ao término da estação de monta, aumentando a eficiência reprodutiva desses rebanhos” relata o Prof. Pietro Baruselli, da USP.

Além disso, as vacas tratadas com protocolos de IATF que não se tornaram gestantes na primeira tentativa tendem a apresentar maior taxa de prenhez na estação de monta em relação às não tratadas, em função da indução de ciclicidade promovida pelo tratamento hormonal. . Isso aumenta a eficiência reprodutiva do rebanho.

O início da estação de monta ocorre no Brasil anualmente durante o segundo semestre. É quando os pecuaristas preparam seu rebanho para a procriação, atentando para as ferramentas necessárias ao sucesso na estação de monta.

“Os bezerros produzidos por IATF podem nascer em uma época mais favorável (julho a setembro), sendo menos acometidos por doenças e parasitas. Além disso suas mães também se beneficiarão, uma vez que quando os bezerros estiverem maiores e mais dependentes do leite, já haverá disponibilidade de pastagens (outubro/novembro). Isso proporcionará que esses bezerros sejam desmamados mais pesados e possam ir para o abate mais cedo” explica Rui Vincenzi , gerente de produto da Linha Reprodutiva da Intervet/Schering-Plough Animal Health.

Rui explica ainda que os principais fatores a serem atentados para o sucesso de um programa de IATF são:
- a sanidade;
- a nutrição;
- o manejo;
- o sêmen;
- o inseminador;
- a estrutura dos currais;
- o período pós-parto para início do protocolo (mínimo 30 dias)”.


“A diferença de animais nascidos em diversos meses do ano dificulta, inclusive, o controle zootécnico do rebanho. Os desníveis de peso e idade prejudicam o manejo dos animais e afetam a seleção dos melhores espécimes ao final da desmama. Para evitar que isso ocorra, os pecuaristas utilizam a inseminação artificial em tempo fixo para uniformizar as características dos bezerros e ainda aproveitar o período das chuvas para que a pastagem esteja adequada na época do nascimento”, aponta o gerente.

E ressalta que “os resultados esperados de taxa de prenhez situam-se entre 40 e 60% e dependem, principalmente, de cinco fatores: condição corporal, ciclicidade e período pós-parto, qualidade do sêmen, inseminador, manejo e estrutura física da fazenda”.

A IATF é mais uma ferramenta à disposição dos pecuaristas brasileiros para melhoria dos índices reprodutivos de suas matrizes e da qualidade de seus produtos, contribuindo para uma maior produtividade, escala e padronização dos produtos de origem animal, essenciais na competição por espaço entre pecuária, agricultura e bioenergia.

Ainda podem-se considerar outros fatores que colocam a IATF como um procedimento vantajoso para os produtores. No desmame, as crias têm 10kg a mais, quando comparadas com os filhos da monta natural; a concepção é antecipada em 20 dias; e há redução de 1/3 no número de touros de repasse necessários.

“Nos últimos cinco anos, a produção nacional saltou de 60.000 para 200.000 embriões transferidos/ano, aproximadamente, sendo que mais de 90% foram produzidos em laboratório (in vitro). O Brasil, em 2010 inseminou cerca de 5 milhões de vacas por IATF. E a Intervet/Schering-Plough foi responsável por 1,5 milhão deste número”, finaliza Rui Vincenzi.

FONTE
http://ruralcentro.uol.com.br/noticias/vantagens-na-utilizacao-de-iatf-nos-rebanhos-35480